segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
month off
I would like to thank you all for have chasing my blog during the last year...
Currently I haven't posted any new text 'cos I'm studing for the next exams period.
So wish me luck and I'll wish you a happy new year (with no university exams, I hope).
Thanks all for yor suport and relax that i will be back as soon as I can!
Big kisses and hugs and have a wonderfull new Year!!
Your friend
Reinaldo M.
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
NATO Game Over!
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Manifestação Nacional do ensino superior
Numa época de grande instabilidade política e crise económica, o Governo condiciona a continuidade da formação de muitos jovens, cortando nos subsídios de apoio aos Estudos, como por exemplo, no método de atribuição das Bolsas de acção Social. Da mesma forma, tenta transformar o sector do ensino numa fonte de receita, ao invés do que deveria de facto ser: um receptor de investimento. Assim milhares de alunos, vêm roubados muitos dos seus direitos que foram conquistados ao longo de história de intensas lutas sociais. Cortes nas bolsas, propinas elevadas, ensino cada vez mais desacreditado, cantinas sem condições e com menos funcionários, equipamentos e instalações cada vez mais degradadas, regime de precedências, entre outras tantas coisas, são as consequências de uma consistente detrioração do Ensino Superior.
É necessário sair às ruas e demonstrar a classe política que os estudantes não são mansos, nem conformados com o actual pânorama social.
"Bolsas sim, propinas não, este Governo não tem educação!"
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Existe salvação fora do Euro?

No actual panorama de crise económica e financeira pela qual estamos a passar, muitos são os que defendem a saída de Portugal da zona euro: uns como salvação, outros como repreenda. No início do ano corrente Wolfgang Schäuble, ministro das finanças alemão afirmou numa entrevista ao Financial Times que “todos os países que não consigam consolidar as finanças públicas devem abandonar a zona euro”. Na verdade “der Herr Schäuble” não está mais do que a defender os interesses da economia alemã e francesa, que apesar de terem sido as primeiras a não cumprir com as metas estipuladas para o limite do défice, defendem no entanto a saída da zona euro de países economicamente menos produtivos, esquecendo-se e negando desta forma, os princípios de cooperação mútua entre Estados sobre os quais se fundou a União Europeia.
Com a adesão em 1986 à então chamada CEE, (Comunidade Económica Europeia, actual União Europeia) Portugal passou a beneficiar de um conjunto de fundos comunitários tais como o FEDER (Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional) ou os fundos oriundos da PAC (Política Agrícola Comum), que tinham como objectivo a convergência económica do país em relação aos restantes Estados-membros. Estes fundos estruturais estabelecidos no ano de integração de Portugal na União, duplicaram em 1989 e duplicaram de novo em 1994. Infelizmente desde 1986 até aos dias de hoje, conseguimos provar mais uma vez que sofremos de uma doença crónica a que podemos chamar “má gestão financeira”. Muitos desses fundos foram aplicados num investimento exagerado em vias rápidas de comunicação, grandes infra-estruturas desportivas inutilizáveis e outros tantos casos polémicos a que temos vindo a assistir, para não falar em todas as ilegalidades que foram realizadas na utilização dos fundos da PAC. Nestes últimos dez anos, Portugal continuou a receber continuamente mais do que as receitas que pagou à União Europeia, tendo por exemplo recebido no ano de 2008 cerca de 4000 milhões de euros contra os 1500 milhões de euros que pagou à U.E (fonte Banco de Portugal). Actualmente, o QREN (Quadro de Referência Estratégico Nacional) tem uma dotação de fundos para Portugal de 21,5 mil milhões de euros para o período 2007-2013, que a ver, deverão ser investidos da melhor forma possível. No entanto, apesar de todos estes financiamentos e de outras políticas, a nossa economia tem tido uma trajectória de divergência em relação à média comunitária: se em 2001 o PIB Português per capita era de 77.3% dessa média, em 2007 já só era 76.2%.
No que toca à Zona euro, ou seja, ao conjunto de Estados-membros em que a moeda oficial é o Euro, Portugal é membro de pleno direito desde a sua formação em 1999, tendo sido obrigado a cumprir cinco critérios previstos no Tratado de Maastricht, assinado em 1992:
1 – Défice abaixo dos 3% do PIB;
2 – Dívida Pública abaixo dos 60% do PIB;
3 – Nível de inflação que não ultrapasse em 1,5% a média das três melhores economias;
4 – Nível de taxas de juro que não ultrapasse em 2% a média das três melhores economias;
5 – Não existir qualquer desvalorização nessa economia nos últimos dois anos.
Com a entrada para a zona euro, Portugal, transfere a sua soberania sobre a política cambial e monetária para as instituições da União, restando-lhe apenas a autonomia na tomada de decisões em relação a política orçamental. Deixa por exemplo de poder regular a oferta de massa monetária, função esta que passa a ser desempenhada unicamente pelo Banco Central Europeu (BCE) sediado na Alemanha. Apesar de tudo, é pelo facto de pertencer à zona euro, que Portugal continua a beneficiar de uma reduzida inflação e taxa de juro.
A verdade é que, não temos sabido utilizar os fundos comunitários que recebemos nem sabido explorar da melhor forma possível o livre mercado de capitais da zona euro para poder expandir as nossas exportações. O Estado português ao longo da última década tem gasto acima das suas possibilidades e nada tem feito para reverter esta situação, como tal, a dívida pública que hoje observamos não é mais do que o culminar de um conjunto de anos deficitários e de endividamento. A taxa de juro aplicável à divida pública (em dez anos) já se encontra nos 7% devido à fraca produção, a insegurança na nossa economia e à instabilidade política do país que resulta de todo o jogo nojento praticado pelo bloco central e do teatrinho de péssima qualidade que o PSD insiste em encenar.
É então a saída da Zona Euro, e o retorno à soberania monetária o escape que solucionará os nossos problemas? Claramente que não. Mesmo que saíssemos da zona euro e pudéssemos desvalorizar a nossa moeda a fim de baixar os preços dos nossos produtos, que desta forma se tornariam mais competitivos e propícios à exportação, não nos podemos esquecer de alguns aspectos muito importantes: para exportar é necessário produzir, investir e ter mercados para a exportação. Assim sendo, a nossa economia estaria sempre dependente dos mercados externos que são instáveis. Com o reajuste cambial dos preços, a população perderia automaticamente poder de compra, na medida em que os salários seriam desvalorizados e no contexto de uma Europa a 27 a diferença salarial seria ainda maior. Quando falamos em desvalorizar a moeda, não nos podemos esquecer que também as importações vão sofrer um aumento dos seus custos, e assim sendo, num país em que 80% dos cereais consumidos são importados, qual é o impacto social que daí advém? É claro que o aumento de grande parte dos preços dos produtos de alimentação leva a um efeito de pressão social e crise económica muito mais forte do que aquela que já estamos a viver.
A solução não é então fugir dos nossos problemas ou abandonar a zona euro, mas sim corrigir e combater as políticas financeiras que se têm tentado implementar na Europa através do Banco Central Europeu e dos interesses das grandes potências europeias capitalistas. É necessário corrigir a política económica europeia que apenas defende os interesses dos mais desenvolvidos e substitui-la por uma outra que consiga fazer face à recessão em prol do progresso e recuperação económica de todos os Estados-membros sem distinção.
sábado, 16 de outubro de 2010
O Tigre já nem mia
A actual crise económico-financeira irlandesa vem quebrar abruptamente o veloz crescimento económico que o país registava desde a década de 80.
Antes da década de 70, a par dos países Ibéricos (Portugal e Espanha) e da Grécia, a Irlanda era um dos países europeus mais atrasados quer ao nível tecnológico, quer ao nível económico e social, sendo a sua economia baseada na agricultura e numa indústria pouco desenvolvida. Até então, todas as potencialidades a explorar do sector terciário ainda não haviam sido exploradas. No entanto, tal como todos os países menos avançados tecnologicamente, a Irlanda pôde aproveitar o processo de catching-up, ou seja, do facto de ser menos avançado tecnologicamente para poder crescer mais depressa adoptando tecnologias estrangeiras a custo relativamente baixo. Complementando este processo de desenvolvimento tecnológico, a integração na CEE (1993) e no Sistema monetário Europeu (1978), numa época de intensa liberalização económica, possibilitou relançar a economia celta.
Porém, há que salientar que o componente mais determinante na reviravolta do crescimento económico irlandês a partir da década de 80, foi o forte investimento directo estrangeiro de Multinacionais que passaram a sediar-se em Dublin, não só pela Irlanda ser um país anglo-saxónico, mas principalmente por existir capital humano qualificado e com um nível salarial baixo. Tudo isto conjugado com uma política incentivadora de investimento externo, uma política fiscal credível e uma crescente rede de transportes e infra-estruturas por todo o país, tornou a Irlanda um destino privilegiado para as grandes Multinacionais e agências Financeiras.
O Tigre celta mostrava pujança na sua economia, tendo sido no período de 1986-96 o membro pertencente a OCDE com maior taxa de crescimento do Produto e registando no período de 1994-1998 um crescimento do PIB de 8.8% (Fonte Eurostat 1999).
Mas então o que originou a actual crise económico-financeira pela qual o país está a passar? Bom, a resposta é simples: especulação imobiliária. A par dos EUA, também a Irlanda assistiu a uma sobrevalorização extraordinária de imóveis que não correspondia ao valor real destes. Em 2002, um apartamento no centro histórico de Dublin chegava a ser mais caro que no centro histórico de Londres. O negócio imobiliário foi lucrativo para várias pessoas e empresas até ao momento em que os imóveis deixaram de ser vendidos e os empréstimos concedidos para este tipo de actividade (que não é económica pois não gera riqueza) de ser pagos, o que levou consequentemente à falta de liquidez por parte de empresas financeiras, nomeadamente dos Bancos. Para minimizar os prejuízos estas empresas financeiras foram obrigadas a vender na bolsa, acções desvalorizadas de outros negócios que pudessem ter.
É esta falta de liquidez que será resolvida quando se injectarem os 50 mil milhões de euros que vão salvar os chamados bancos tóxicos tais como o Allied Irish, o Irish Nationwide ou o Anglo Irish, banco preferido dos promotores imobiliários que levavam a cabo a especulação imobiliária que culminou na chamada “Bolha imobiliária”. E como sempre serão os contribuintes a pagar a conta das irresponsabilidades dos Bancos. E esta conta é cara. São 50mil milhões de euros que vão pesar no bolso das famílias e vão disparar o défice orçamental de 12% para 32% do PIB (o défice mais elevado no contexto da Europa a 27).
Quando um Estado Independente fica falido de uma forma tão suei gene ris, alguma lição deve apreender. Um delas é não ter excessiva confiança nos preços do imobiliário, pois logo que os imóveis desvalorizem, a receita cai. Quanto às consequências deste desastre financeiro, elas já estão à vista, não só à vista estão como foram oficialmente enumeradas pelo ministro irlandês das Finanças, Brian Lenihan.
As contas públicas devem ser postas em ordem, e como infelizmente a Irlanda não goza da mesma sorte que o seu vizinho Reino Unido, não pode desvalorizar a moeda, o que quer dizer que deve seguir as ordens do FMI: cortes radicais na despesa pública à par dos PIGS (Portugal, Ireland, Greece, Spain). Há alguns dias foi apresentado o PEC irlandês que tem como objectivo a qualquer custo, a diminuição dos actuais 32% de défice para 3% em 2014, crescimento económico sustentados nas exportações e mais cortes na despesa pública. Adivinham-se dias difíceis para os irlandeses, que tal como nós vão enfrentar o desemprego, cortes salariais, aumento de impostos, aumento da carga horária de trabalho, aumentos dos encargos com a saúde, transportes e educação, como uma realidade de um novo período, não de recuperação económica mas sim de retracção.
Mais uma vez por uns pagam outros, os responsáveis pelos irresponsáveis, os justos pelos injustos. Até quando? Parece que o tigre celta adormeceu.
Escrito por Reinaldo Miranda
terça-feira, 31 de agosto de 2010
Dizem também que a imagem permanece para a eternidade, mas o que é a imagem se não há entendimento dela, se não existe observação, se não há Homem com vida?
E é sentado, contemplando o rio defronte que mergulho nestas deambulações mentais. É nesta Lisboa que me alieno da realidade, ao menos tento, e procuro observar, de forma imparcial, a molécula da vida.
Este rio prende-me ao mesmo tempo que oiço vozes, tilintares de colheres, pratos no balcão, hu hu o batido está pronto, a campainha toca: - Heii, sai um batido para a mesa 3.
O rio é enorme, soberbo ele, mas nem por isso é mais frenético que estes 30 metros que me rodeiam. E que bom que o são assim, estes 30 espaços medidos em formas geométricas.
Nesta ebolição de vida acalmo-me, nesta Lisboa que tem de ser vivida e descrita por palavras, respiro!
Pois não vivo numa imagem em pausa, vivo na vida da imagem, vivo na realidade daquilo que capturo com as minhas duas esferas sensasoriais e de nenhuma outra forma arrisco-me a viver.
Amo Lisboa, é certo; amo-a por tão bem ficar no quadro da minha sala, mas ainda mais por eu fazer parte dela.
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Caixinha das surpresas!

Caixa que quer dar, oferecer, agradar.
Surpreender, alegrar, caixa média a caixa das surpresas.
A caixa que não se quer conter; quer esbanjar, ejacular, soltar, livrar.
Caixa vazia, a caixa das surpresas.
A caixa quer soltar, a caixa quer esvaziar.
A caixa é altruísta, a caixa gosta de dar, a caixa não gosta de guardar.
A caixa transporta o que é seu para o exterior,
A caixa transfere-se e não sobra em si.
Pobre caixa, a caixa vazia.
A caixa não tem defesas e julga-se feliz.
A caixa tem buracos, é assaltada e nada diz.
Pobre caixa que se julga feliz!
E em vez de se emendar ela,
pobre caixa,
nada faz.
Continua a se esvaziar, a pobre caixa
que não para jamais.
E eu sinto-me vazio, pobre eu, pobre caixa, que já nada tenho, e para mais... bom já não há o que há esvaziar.
Dei o que tinha a dar e vazio sem nada a preencher, porque não voltar a encher?
Não a caixa, caixa minha que não tem fundo, mas a caixa do caixão e pensar que afinal não morri em vão!
sábado, 26 de junho de 2010
Cinzento tóxico
O verde fresco e pesado que deixei à pressa já não é o mesmo; é cinzento tóxico. Aquele pequeno rectângulo que outrora conhecia tão bem, hoje é trapézio irregular. Tudo disforme de uma irregularidade que nunca conheci.
Estaco e continuo imóvel.
Invadem-me a memória os instantes que em que tudo começou, o momento em que fui obrigado a abandonar a minha vida sem sequer poder olhar para trás. Estava sentado à mesa, era hora de jantar quando a primeira bomba caiu. Arrancaram-me a infância à força. Caiu mais uma, também eu caí. E mais uma bomba, caiu o mundo a meus pés. Aprendi com o tempo que as lembranças têm sons e cheiros e são eternas na medida em que se podem repetir infinitamente durante uma vida que por mais contraditória que seja, é finita. De um momento para o outro choviam bombas que rebentavam em explosões qual trovões e trovoadas de uma chuva equatorial. Seguiram-se os disparos, rajadas de metralhadoras, tropas a invadir a vila, frotas de tanques, lances de granadas, gritos, tiros, gemidos, silvos, berros, o marchar ordenado do exército, a recepção sumptuosa da morte.
E por mais que queira não consigo apaga-las. Como disse, as memórias são eternas, e as minhas para além de visualiza-las e senti-las também as posso provar; são ácidas.
A terra que encontro não é a mesma que deixei, hoje é habitada por sombras de entes já não existentes, é cidade fantasma, vulto do passado, ranhura no espectro temporal.
Oh tomara atravessá-la e trazer para o presente o passado inexistente. Tomara regressar à inocência da infância, ao carinho do colo de minha mãe, às brincadeiras de mocidade, tomara reviver do princípio ao fim ou do fim ao princípio como nos possibilita a dita palavra, todos os amores da minha juventude que coloriam a minha vida, a minha vila.
Mas agora ela é cinzenta-tóxica tal como a minha vida.
Hoje não sou verde esperança, sou cinzento imundo. A estrada terminou, faço a viagem de regresso assim como o salmão regressa à casa quando vê a vida escapar-lhe. Mas nem o regresso me torna mais verde, continuo intoxicado.
Dirijo-me ao repouso eterno de meus pais. Ali estão sob a frieza das lápides e a aspereza de outras tantas flores já murchas. A vida dá-nos tantas oportunidades de sermos felizes, mas na ilusão de vivermos uma vida eterna colorimos a nossa vida de tóxico e envenenamo-nos de cinzento. Preciso de ti mãe.
Como sempre, tens um lugar junto do teu leito. Cavo a minha campa, deito-me.
Purifico-me de verde com o tempo e eternamente, estaco.
sexta-feira, 4 de junho de 2010
segunda-feira, 31 de maio de 2010
domingo, 30 de maio de 2010
quinta-feira, 27 de maio de 2010
Für mich...
Como tens passado?
Há tanto tempo que te conheço, desde pequeno sigo a tua vida, as tuas pegadas, o teu sofrimento, o teu sorriso característico. Vivo contigo cada dia, cada hora, cada minuto cada segundo do teu constante ser, e a cada segundo efémero da tua vida, sinto-me tu. Sinto-me tu numa mudança constante que me muda, sinto-me a mudar contigo e vejo a nossa evolução conjunta. Às vezes olho-te de cima, as vezes não sou tu, as vezes estou alienado de ti, pela sociedade que me mecaniza a mim e aos meus movimentos. Hoje eu sou tu, amanhã deixarei de ser o que foste e passarei a ser o teu novo tu. Assim sou eu.
Cada dia mudo, e deixo de ser o que fui, passo a ser o que sempre quis, passo a ser o reflexo do que projectei em mim... Mas há escolhas que tu fazes e afectam-me. Aliás há decisões as quais não nos compete opinar mas afectam-nos de tal maneira… Meu querido Tu tomara que não fossemos exactamente o que somos e fossemos outra coisa qualquer. Mas a verdade é que se fossemos outra coisa qualquer já não seriamos Eu ou Tu, seriamos outra coisa.
Querido tu,
Esta carta é para ti, é por me acompanhares; estou tão orgulhoso de ti, mas as vezes fazes-me sofrer tanto. Às vezes dói tanto ser tu e não ser aquele outro que gostaria de ser. Não sou o que querem que eu seja. Não sou perfeito. Meu eu, meu tu, hoje olho para o computador e desabafo contigo, alias comigo porque tu és eu. Somos um só que nos vemos no espelho unilateral da vida, esse espelho a que eu e tu temos acesso por esta maquineta a que a tecnologia chamou de computador.
Foi um prazer conhecer-te querido tu, querido Eu.
Hoje eu sou tu.
Com os melhores cumprimentos
Do teu eu-sombra ou do teu tu-eu verdadeiro.
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Piscas

À rapidez da vida, da passagem,
à correria, às andanças, aos atropelos
Stop!
Aos sinais, piscas, tombos, engarrafamentos...
Stop!
Às sirenes da vida, apitos incoerentes, buzinas:
Stooooop!
As vezes é tão bom parar; parar de agir como racional, parar no semâforo da vida e de respeitar as regras...
Quero quebra-las, agora mais do que nunca.
Não quero mais estar nesta faixa da via, esta não.
Esta faixa está errada, não anda, nem me faz andar. Quero mudar para aquela de livre passagem, aquela que me liberta e não me prende ao engarrafamento quotidiano.
Ao sofrimento, desgostos, desilusões
Stop!
À revolta, impotência, disturbia, sofrimento
Stop!
Ao sofrimento, melancolia, trauma, sofrimento
Stop!
À vida, ao rejuvenescimento, alegria
Sinal verde.
Brinde à nós, a tolerância, a outra alf part.
Sinto-me feliz por te ter encontrado e por despertares a alegria que não sentia há muito.
Um Brinde a Ti!
Um brinde a esta faixa que está descongestionada e me deixa passar
Sinal Verde para a praça da eterna inocência infantil.
domingo, 25 de abril de 2010
Pedra Filosofal / Philosopher's Stone / Stein der Weisen / l'école des sorciers
Eles não sabem que o sonho
É uma constante da vida
Tão concreta e definida
Como outra coisa qualquer
Como esta pedra cinzenta
Em que me sento e descanso
Como este ribeiro manso
Em serenos sobressaltos
Como estes pinheiros altos
Que em verde e oiro se agitam
Como estas aves que gritam
Em bebedeiras de azul
Eles não sabem que sonho
É vinho, é espuma, é fermento
Bichinho alacre e sedento
De focinho pontiagudo
Em perpétuo movimento
Eles não sabem que o sonho
É tela, é cor, é pincel
Base, fuste ou capitel
Arco em ogiva, vitral,
Pináculo de catedral,
Contraponto, sinfonia,
Máscara grega, magia,
Que é retorta de alquimista
Mapa do mundo distante
Rosa dos ventos, infante
Caravela quinhentista
Que é cabo da boa-esperança
Ouro, canela, marfim
Florete de espadachim
Bastidor, passo de dança
Columbina e arlequim
Passarola voadora
Pára-raios, locomotiva
Barco de proa festiva
Alto-forno, geradora
Cisão do átomo, radar
Ultra-som, televisão
Desembarque em foguetão
Na superfície lunar
Eles não sabem nem sonham
Que o sonho comanda a vida
E que sempre que o homem sonha
O mundo pula e avança
Como bola colorida
Entre as mãos duma criança
Abril,por favor... POR MAIS MIL!
sábado, 17 de abril de 2010
Für mir soll's rote rosen regnen - Hildegard Knef
Nascida a 28 de Dezembro de 1925, Hildegard Knef foi uma das grandes divas alemãs. Casou-se três vezes e teve uma filha (nascida em 1968) do seu segundo marido, David Cameron Palastanga.
"Frau Knef" começou a sua carreira em 1963 como cantora e surpreendeu a sua audiência com a sua voz rouca, profunda e com as letras das suas músicas, muitas vezes escritas pela própria. Os seus fãs por todo o mundo sempre a apoiaram enquanto ele se debatia numa luta intensa com o cancro. Após a reunificação da Alemanha, Hildegard regressa a Berlin.
Nos anos 60 e 70 disfrutou de um enorme sucesso enquanto cantora de músicas alemãs, que ela por várias vezes co-escrevia. A canção com a qual mais sucesso obteve foi "Für mich solls rote rosen regnen" (Chovem rosas vermelhas para mim). Também ficou conhecida pela sua versão da música "Ich hab noch einen Koffer n Berlin" (Deixei um casaco em Berlin). Ao longo da sua carreira vendeu mais de 3 milhões de álbuns.
Hildegard Knef acaba por falecer a 1 de Fevereiro de 2002 em Berlin, vítima de um enfisema.
quinta-feira, 8 de abril de 2010
quarta-feira, 24 de março de 2010
Angola: Marcha contra as demolições em massa.

Nesta Quinta feira, 25 de Março de 2010, foi convocada para a cidade de Benguela uma marcha contra as demolições e desalojamentos forçados, pela associação Omunga.
Sob a direcção do governador da província de Huíla, Isaac dos Anjos, milhares de pessoas foram desalojadas à força e viram as suas pobres habitações demolidas, muitas sem sequer puderem salvar todos os seus parcos haveres.
O arcebispo de Lubango da Igreja Católica, Dom Gabriel Mbilingui, visitou o local onde as pessoas acabaram por ser "literalmente despejadas" relatando à rádio as "condições indignas" e a "situação calamitosa em relação aos direitos humanos".
O arcebispo relata ainda que o governador reuniu com os parceiros sociais apenas para os informar que as demolições em massa iam começar, na época das chuvas ao contrário do que estava inicialmente definido e violando todo o projecto inicial. Perante o protesto dos parceiros, incluindo padres e pastores de várias religiões, exclamou:
"Não rezem pelo que acontece, rezem por mim!".
O arcebispo responde: "Rezamos pelo bem de todos. Não é para alguém que faça uma acção totalmente maligna contra as populações e nós vamos pedir que Deus o ajude...".
O governador da Huíla também pretendeu impedir que a marcha contra as demolições se realize, mas a associação Omunga manteve a convocatória, conta com apoios amplos da sociedade civil e de muitas personalidades entre as quais, políticos, jornalistas e escritor@s.
Hoje enquanto angolano, mas acima de tudo enquanto SER HUMANO, junto-me a esta luta dos nossos camaradas da associação OMUNGA (se o meu umbundo não falha, quer dizer todos juntos) e apresento o meu incondicional apoio.
Portanto
No dia 25 de Março de 2010, simplesmente grita "Não partam a minha casa, sou ser humano!", "Não me obriguem a viver em tendas, tenho dignidade!"
segunda-feira, 22 de março de 2010
I Conerência Nacional de Jovens Estudantes do Bloco
As consequências desta monstruosidade para com os estudantes do Superior e não só, estão à vista:
Ø O aumento exponencial das propinas (lembrem-se que os nossos pais não pagaram e quando passaram efectivamente a existir, no Governo de Cavaco Silva, estas não ultrapassavam o equivalente a 300€) reduziu ainda mais a possibilidade dos jovens ingressarem no Superior;
Ø As bolsas de Acção Social, que poderiam amenizar este problema, passaram a estar envoltas num conjunto de burocracias que faz com que somente uma pequena parte dos candidatos tenha direito a recebê-las;
Ø O novo modelo organizativo do Superior, em Licenciaturas, Mestrados e por aí adiante que obriga os estudantes a acabar o curso o mais depressa possível, impossibilita uma maior intervenção política dentro dos recintos estudantis.
Quem perde com isso são os estudantes, pois a escola é um “espaço de pensamento crítico e acção política”, e não um recinto de programação humana para a realização de trabalhos específicos. Aliado a Bolonha, adicionaram-se as medidas do Governo Sócrates, na era de Mariano Gago.
O estrangulamento financeiro na ordem de 200 M€ levou a um conjunto de consequências catastróficas para estudantes do Superior:
Ø Despedimento de professores e funcionários;
Ø Pior qualidade da alimentação fornecida nas cantinas;
Ø Residências caras e sem condições.
E é por isso que devemos agir, é por isso que devemos sair às ruas e contestar, defender os nossos interesses!
A classe estudantil do Superior está a ser fortemente atacada.
A Moção A apresentou-se na primeira conferência nacional de jovens estudantes do Bloco com um conjunto de medidas consensuais e plausíveis, que combatem as políticas neoliberais que nos atacam:
Ø Alargamento dos horários e qualidade das cantinas;
Ø Multiplicação de espaços culturais e de intervenção nas faculdades;
Ø Aumento do número de cursos em período nocturno;
Ø Melhoramento das residências universitárias.
Opormo-nos ao RJIES é norma imperativa da nossa luta. Não tem sentido nenhum que entidades exteriores às instituições do Ensino Superior façam parte dos órgãos de Gestão. Os maiores interessados somos nós, nós é que devemos ocupar esses lugares!
Relembro: é necessário agir, lutar, vencer!
Por uma radicalidade dos jovens em todas as lutas pelo Socialismo!



