Menos de um ano após a última Manifestação Nacional do Ensino Superior, cerca de sete mil alunos saíram às ruas com gritos de ordem por um Ensino Superior mais digno, mais forte, mas capaz.
Numa época de grande instabilidade política e crise económica, o Governo condiciona a continuidade da formação de muitos jovens, cortando nos subsídios de apoio aos Estudos, como por exemplo, no método de atribuição das Bolsas de acção Social. Da mesma forma, tenta transformar o sector do ensino numa fonte de receita, ao invés do que deveria de facto ser: um receptor de investimento. Assim milhares de alunos, vêm roubados muitos dos seus direitos que foram conquistados ao longo de história de intensas lutas sociais. Cortes nas bolsas, propinas elevadas, ensino cada vez mais desacreditado, cantinas sem condições e com menos funcionários, equipamentos e instalações cada vez mais degradadas, regime de precedências, entre outras tantas coisas, são as consequências de uma consistente detrioração do Ensino Superior.
É necessário sair às ruas e demonstrar a classe política que os estudantes não são mansos, nem conformados com o actual pânorama social.
"Bolsas sim, propinas não, este Governo não tem educação!"
Mostrar mensagens com a etiqueta Ensino Superior. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Ensino Superior. Mostrar todas as mensagens
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
segunda-feira, 22 de março de 2010
I Conerência Nacional de Jovens Estudantes do Bloco
Desde que, em 2005, Bolonha entrou em vigor, muita coisa mudou. Se durante o período 1995-2005,a percentagem de alunos com baixos rendimentos no Ensino Superior diminuiu para um terço, hoje esta situação agravou-se ainda mais. O conjunto de medidas que deu origem ao chamado “Tratado de Bolonha”, na verdade um processo, foi aprovado e posto em prática sem que existisse um referendo, em que a voz dos maiores interessados, os estudantes, fosse ouvida.
As consequências desta monstruosidade para com os estudantes do Superior e não só, estão à vista:
Ø O aumento exponencial das propinas (lembrem-se que os nossos pais não pagaram e quando passaram efectivamente a existir, no Governo de Cavaco Silva, estas não ultrapassavam o equivalente a 300€) reduziu ainda mais a possibilidade dos jovens ingressarem no Superior;
Ø As bolsas de Acção Social, que poderiam amenizar este problema, passaram a estar envoltas num conjunto de burocracias que faz com que somente uma pequena parte dos candidatos tenha direito a recebê-las;
Ø O novo modelo organizativo do Superior, em Licenciaturas, Mestrados e por aí adiante que obriga os estudantes a acabar o curso o mais depressa possível, impossibilita uma maior intervenção política dentro dos recintos estudantis.
Quem perde com isso são os estudantes, pois a escola é um “espaço de pensamento crítico e acção política”, e não um recinto de programação humana para a realização de trabalhos específicos. Aliado a Bolonha, adicionaram-se as medidas do Governo Sócrates, na era de Mariano Gago.
O estrangulamento financeiro na ordem de 200 M€ levou a um conjunto de consequências catastróficas para estudantes do Superior:
Ø Despedimento de professores e funcionários;
Ø Pior qualidade da alimentação fornecida nas cantinas;
Ø Residências caras e sem condições.
E é por isso que devemos agir, é por isso que devemos sair às ruas e contestar, defender os nossos interesses!
A classe estudantil do Superior está a ser fortemente atacada.
A Moção A apresentou-se na primeira conferência nacional de jovens estudantes do Bloco com um conjunto de medidas consensuais e plausíveis, que combatem as políticas neoliberais que nos atacam:
Ø Alargamento dos horários e qualidade das cantinas;
Ø Multiplicação de espaços culturais e de intervenção nas faculdades;
Ø Aumento do número de cursos em período nocturno;
Ø Melhoramento das residências universitárias.
Opormo-nos ao RJIES é norma imperativa da nossa luta. Não tem sentido nenhum que entidades exteriores às instituições do Ensino Superior façam parte dos órgãos de Gestão. Os maiores interessados somos nós, nós é que devemos ocupar esses lugares!
Relembro: é necessário agir, lutar, vencer!
Por uma radicalidade dos jovens em todas as lutas pelo Socialismo!
As consequências desta monstruosidade para com os estudantes do Superior e não só, estão à vista:
Ø O aumento exponencial das propinas (lembrem-se que os nossos pais não pagaram e quando passaram efectivamente a existir, no Governo de Cavaco Silva, estas não ultrapassavam o equivalente a 300€) reduziu ainda mais a possibilidade dos jovens ingressarem no Superior;
Ø As bolsas de Acção Social, que poderiam amenizar este problema, passaram a estar envoltas num conjunto de burocracias que faz com que somente uma pequena parte dos candidatos tenha direito a recebê-las;
Ø O novo modelo organizativo do Superior, em Licenciaturas, Mestrados e por aí adiante que obriga os estudantes a acabar o curso o mais depressa possível, impossibilita uma maior intervenção política dentro dos recintos estudantis.
Quem perde com isso são os estudantes, pois a escola é um “espaço de pensamento crítico e acção política”, e não um recinto de programação humana para a realização de trabalhos específicos. Aliado a Bolonha, adicionaram-se as medidas do Governo Sócrates, na era de Mariano Gago.
O estrangulamento financeiro na ordem de 200 M€ levou a um conjunto de consequências catastróficas para estudantes do Superior:
Ø Despedimento de professores e funcionários;
Ø Pior qualidade da alimentação fornecida nas cantinas;
Ø Residências caras e sem condições.
E é por isso que devemos agir, é por isso que devemos sair às ruas e contestar, defender os nossos interesses!
A classe estudantil do Superior está a ser fortemente atacada.
A Moção A apresentou-se na primeira conferência nacional de jovens estudantes do Bloco com um conjunto de medidas consensuais e plausíveis, que combatem as políticas neoliberais que nos atacam:
Ø Alargamento dos horários e qualidade das cantinas;
Ø Multiplicação de espaços culturais e de intervenção nas faculdades;
Ø Aumento do número de cursos em período nocturno;
Ø Melhoramento das residências universitárias.
Opormo-nos ao RJIES é norma imperativa da nossa luta. Não tem sentido nenhum que entidades exteriores às instituições do Ensino Superior façam parte dos órgãos de Gestão. Os maiores interessados somos nós, nós é que devemos ocupar esses lugares!
Relembro: é necessário agir, lutar, vencer!
Por uma radicalidade dos jovens em todas as lutas pelo Socialismo!
Etiquetas:
Bloco de Esquerda,
Ensino Superior,
Reinaldo Miranda
Subscrever:
Mensagens (Atom)
